
Por Antonio Clerton Cordeiro (*)
Nesta Semana Santa estava lembrando de experiências vividas em páscoas de um passado não muito distante, quando tinha a oportunidade de viajar, como missionário, para o interior da Paraíba, a fim de celebrar e refletir em comunidade os dias que estávamos vivendo.
Habitualmente o local para o qual viajava era o Congo, uma pequena e pacata cidade. A cidade do Congo era formada por várias comunidades. Povo simples, acolhedor e de muita fé. Uma característica do povo de cidades pequenas é que ainda levam a sério datas como a Semana Santa.
Enquanto irmãos na missão se dirigiam para outras comunidades do Congo, eu tinha a oportunidade de conviver com uma comunidade chamada Lajinha. Para mim, as pessoas daquela comunidade já tinham assumido o papel de uma grande família, da qual tinha muito prazer de fazer parte.
Eu chegava na quarta-feira e junto com a comunidade preparava os momentos celebrativos do tríduo pascal. Minha experiência naqueles dias em que estava naquela comunidade se dava não pelo fato de coordenar as celebrações, mas de ter uma experiência de Deus através da convivência fraterna com aquela comunidade.
Estive na Lajinha nos anos de 2005, 2006 e 2007. Embora estivesse ali sempre para celebrar a Semana Santa, cada ano eu vivia uma experiência nova. Era como se cada ano fosse o primeiro que estava ali.
A convivência missionária que experimentei na Lajinha vai me acompanhar sempre e, em todas as Semanas Santas, me inspirará a refletir sobre o mistério pascal:
Quinta-feira santa: Jesus nos dá o maior exemplo de humildade lavando os pés dos seus amigos e presenteando a todos com o memorial da sua páscoa, onde se tornaria presença nos momentos de partilha.
Sexta-feira santa: Cristo nos dá mais uma demonstração de que seu Reino não é como os reinos desse mundo. O trono de Jesus foi a cruz, onde entregou a sua vida por amor e pela libertação de todos.
Sábado santo: A celebração da luz nos faz refletir sobre o mistério da ressurreição. Particularmente, é a celebração que eu mais gostava. De significado tão profundo, cada ano tinha a oportunidade de conhecer e vivenciar mais a páscoa. Nessa celebração, recordávamos a manifestação do braço de Deus na caminhada do seu povo, a aliança entre Deus e o povo a cada época, até a aliança definitiva selada com o sangue de Jesus.
Domingo de páscoa: Cristo ressuscitou! Aleluia! Celebramos a vida. A morte está vencida, Cristo rasgou o véu que havia entre nós e a eternidade.
A páscoa é uma festa que deve ser celebrada todos os dias, com propósitos de nos tornarmos pessoas melhores. Páscoa é passagem, e se não estivermos dispostos a romper com o que nos prende a uma vida que nos distancia do amor vivido e ensinado por Cristo, nossa páscoa foi meramente de rituais.
Da experiência vivida na Lajinha ficou a saudade e a certeza de que ao celebrarmos a páscoa, embora estejamos em locais diferentes, estamos em comunhão naquele que se entregou para nos dar a vida, e vida em plenitude.
Uma feliz páscoa para todos!
Habitualmente o local para o qual viajava era o Congo, uma pequena e pacata cidade. A cidade do Congo era formada por várias comunidades. Povo simples, acolhedor e de muita fé. Uma característica do povo de cidades pequenas é que ainda levam a sério datas como a Semana Santa.
Enquanto irmãos na missão se dirigiam para outras comunidades do Congo, eu tinha a oportunidade de conviver com uma comunidade chamada Lajinha. Para mim, as pessoas daquela comunidade já tinham assumido o papel de uma grande família, da qual tinha muito prazer de fazer parte.
Eu chegava na quarta-feira e junto com a comunidade preparava os momentos celebrativos do tríduo pascal. Minha experiência naqueles dias em que estava naquela comunidade se dava não pelo fato de coordenar as celebrações, mas de ter uma experiência de Deus através da convivência fraterna com aquela comunidade.
Estive na Lajinha nos anos de 2005, 2006 e 2007. Embora estivesse ali sempre para celebrar a Semana Santa, cada ano eu vivia uma experiência nova. Era como se cada ano fosse o primeiro que estava ali.
A convivência missionária que experimentei na Lajinha vai me acompanhar sempre e, em todas as Semanas Santas, me inspirará a refletir sobre o mistério pascal:
Quinta-feira santa: Jesus nos dá o maior exemplo de humildade lavando os pés dos seus amigos e presenteando a todos com o memorial da sua páscoa, onde se tornaria presença nos momentos de partilha.
Sexta-feira santa: Cristo nos dá mais uma demonstração de que seu Reino não é como os reinos desse mundo. O trono de Jesus foi a cruz, onde entregou a sua vida por amor e pela libertação de todos.
Sábado santo: A celebração da luz nos faz refletir sobre o mistério da ressurreição. Particularmente, é a celebração que eu mais gostava. De significado tão profundo, cada ano tinha a oportunidade de conhecer e vivenciar mais a páscoa. Nessa celebração, recordávamos a manifestação do braço de Deus na caminhada do seu povo, a aliança entre Deus e o povo a cada época, até a aliança definitiva selada com o sangue de Jesus.
Domingo de páscoa: Cristo ressuscitou! Aleluia! Celebramos a vida. A morte está vencida, Cristo rasgou o véu que havia entre nós e a eternidade.
A páscoa é uma festa que deve ser celebrada todos os dias, com propósitos de nos tornarmos pessoas melhores. Páscoa é passagem, e se não estivermos dispostos a romper com o que nos prende a uma vida que nos distancia do amor vivido e ensinado por Cristo, nossa páscoa foi meramente de rituais.
Da experiência vivida na Lajinha ficou a saudade e a certeza de que ao celebrarmos a páscoa, embora estejamos em locais diferentes, estamos em comunhão naquele que se entregou para nos dar a vida, e vida em plenitude.
Uma feliz páscoa para todos!
(*) Antonio Clerton Cordeiro: autor deste blog.



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